Boom de arranha-céus abre guerra de elevadores
Escrito por SECIESP   
Qua, 18 de Agosto de 2010 13:36

Fonte da notícia: “Jonasfederighi.wordpress.com” Publicado 01 de Junho de 2010
Clenfield Jason, Bloomberg Businessweek - 01/06/2010

O arquiteto americano Frank Lloyd Wright previu a expansão suburbana nos EUA quando disse que a forma das cidades modernas seria decidida pelo vencedor de uma disputa entre o carro e o elevador. “Quem aposta no elevador está louco”, disse ele.

A China pode provar que ele estava errado.

Cerca de 350 milhões de chineses, mais do que toda a população americana atual, migrarão para as cidades chinesas na próxima década e meia, segundo a consultoria McKinsey, e as medidas do governo para limitar a expansão das cidades e proteger as terras agrícolas significa que as incorporadoras têm de construir para cima, em vez de horizontalmente. A McKinsey estima que cerca de 50 mil arranha-céus serão construídos na China nos próximos 15 anos, o equivalente a dez Manhattans.

 

A perspectiva dessa enxurrada de prédios está fazendo com que fabricantes disputem uma participação num mercado de elevadores que movimentará os US$ 11,7 bilhões por ano e que, segundo previsões do Freedonia Group, empresa chinesa de pesquisas, mais que duplicará no prazo de oito anos. Enquanto a Otis Elevator lidera, com 23% do mercado, fabricantes de elevadores menos conhecidos esperam ficar famosos quebrando recordes de velocidade ou vencendo concorrências históricas para equipar as estruturas mais altas do mundo.

“Se você tem prédios mais altos, vai precisar de mais elevadores”, diz Philip Oldfield, pesquisador do Conselho de Edifícios Altos e Habitat Urbano, de Chicago. “Uma coisa implica a outra.”

Em abril, a Hitachi concluiu a construção de uma torre de 50 andares para testes, a um custo de US$ 66 milhões. A empresa irá utilizá-la para desenvolver elevadores capazes de quebrar o recorde de velocidade, atualmente com a Toshiba. Dois dias após a inauguração da torre, a Hyundai Elevador prometeu conquistar o título até o meio do ano.

A Hitachi e a Hyundai estão competindo para ser a primeira a produzir elevadores capazes de subir a 64 km/h, aproximadamente a velocidade vertical de um Boeing 777, que chega a produzir a sensação de pressão nos ouvidos. A disputa estende-se até as torres de teste: as duas empresas também competem na construção da torre mais alta do mundo. A Hitachi venceu, ao incluir um para-raios de 33 metros.

“É um assunto secundário muito caro, mas eles querem entrar na brincadeira dos grandes”, diz James Fortune, um consultor veterano na área de elevadores, que assessorou arquitetos em alguns dos prédios mais altos do mundo, incluindo o atual detentor do recorde, o Burj Khalifa, de Dubai. “Não se ouve os grandes se vangloriando dos elevadores mais rápidos do mundo.”

A maior fabricante mundial de elevadores é a Otis, que forneceu as 57 unidades usadas pelo Burj Khalifa, de 128 andares. Sua participação no mercado mundial caiu de 26%, há quatro anos, para 20%, em 2008, segundo a Freedonia. Subsidiária da United Technologies, a Otis teve vendas de US$ 11,7 bilhões em 2009, 50% a mais que sua rival mais próxima, a Schindler Holding, da Suíça

 

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